domingo, outubro 16, 2005

DESENVOLVIMENTO DA CONDIÇÃO HUMANA

DOGMATISMO DO NEOPROGRESSISMO

Longe de todos fideísmos e criacionismos, a ciência provou que toda a origem das espécies se baseia no princípio do evolucionismo, ou seja, na variação continua da diversidade e da adaptação das populações de seres vivos ao longo do tempo. De um modo geral, corresponde a um aumento de complexidade.
A teoria explicativa da biodiversidade baseada na actuação da selecção natural sobre a variabilidade dos indivíduos, Darwinismo, é hoje, o pilar da biologia.
Segundo Thomas Malthus o crescimento populacional tende a crescer de forma exponencial, devido ao seu potencial reprodutor, mas na verdade o número de indivíduos não aumenta de geração em geração, sendo a curva de crescimento uma curva em “S”. De acordo com este economista, se factores externos como doenças e falta de alimento não limitassem o crescimento da população humana, esta duplicaria de 25 em 25 anos.


Apesar de novas teorias refutarem em parte o trabalho de Malthus no sentido em a população humana não tem estado a crescer de forma exponencial mas sim de uma forma mais atenuada. Isto porque à medida que as pessoas se tornaram mais abastadas economicamente e mais salubres, e como consequência do tipo de vida actual, foram deixando menos descendência.
Depreendemos assim que as populações mais evoluídas estão a ser afectadas por esta situação, o que de facto já é bastante visível em Portugal com o decréscimo demográfico.
Relacionando todos estes factores, deparamo-nos com um novo quadro conjecturável da evolução humana, a longo prazo: as populações económica e biologicamente mais desenvolvidas, estão a reproduzir-se cada vez menos, sendo previsível que esteja, a grosso modo, condenada a desaparecer.
Mas porque razão o gráfico demográfico é relativamente estável?!... “alguém” reproduz-se em mais larga escala, compensado este hiato… mas quem??!
Os países menos desenvolvidos, os mais pobres da África (região do Sahel), da Ásia (sudeste e leste), da América Latina e da Oceânia, ainda apresentam grande crescimento populacional, pois a melhoria de suas condições de vida só ocorreu depois da Segunda Guerra Mundial (segunda metade do século XX), período em que o mundo assistiu à mais espectacular explosão demográfica de todos os tempos. A natalidade nos países desenvolvidos, por sua vez, já havia sofrido grande redução durante a primeira metade do século XX, sendo que, ainda hoje, ela continua elevada na maioria dos países subdesenvolvidos.
Esta análise efectuada não pretende ser, de forma nenhuma fundamentalista, nem quer “condenar” de antemão os povos subdesenvolvidos! Defendo sim que deveria dar-se maior atenção a estes factores condicionantes do progresso da condição humana, para evitar que ocorra uma regressão no desenvolvimento humano. É fundamental melhorar as condições de vida dos países desenvolvidos, no sentido das condições emocionais e estimulando a natalidade, e melhorar as condições de vida dos países em vias de desenvolvimento, no sentido das condições básicas de vida e de um maior controlo da natalidade.
Quero deixar claro que não se trata de uma questão de etnias! Acreditamos que a globalização e o “meltingpot” permitem, uma maior diversidade biológica e de culturas.
Trata-se sim de um intento para a preservação, muito a longo prazo, de certas características evolutivas que os descendentes de países desenvolvidos adquiriram, em comparação aos subdesenvolvidos.